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A recente declaração do prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini, ao se alinhar ao clã Bolsonaro e às pautas de Magno Malta, aumentou sua rejeição e trouxe efeitos colaterais inesperados: fortaleceu o campo da esquerda e colocou o deputado Helder Salomão no jogo eleitoral.
O movimento também fragilizou o governador Ricardo Ferraço, que já enfrenta isolamento político. Nos bastidores, o PSD avalia lançar Paulo Hartung como alternativa de centro, o que ampliaria ainda mais a pressão sobre Ferraço.
O cenário se desenha em três blocos:
Direita: consolidada em torno de Pazolini e do bolsonarismo.
Esquerda: fortalecida pelo voto antibolsonarista de Helder Salomão.
Centro: ameaçado pelo possível retorno de Paulo Hartung.
Sem palanque orgânico e com rejeição crescente, Ferraço revive o fantasma de 2018, quando terminou em quarto lugar na disputa pelo Senado. A leitura nos bastidores é clara: sua sustentação pode ficar restrita apenas à máquina pública.
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