
Durante eventos recentes com empresários e lideranças, diferentes pré-candidatos à Presidência da República criticaram duramente o senador Flávio Bolsonaro (PL) após a divulgação de pesquisas Datafolha e do escândalo envolvendo suas mensagens com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
O pré-candidato do Novo, Romeu Zema, afirmou que votar em Flávio “muito provavelmente vai estar entregando a eleição para o Lula”, classificando Vorcaro como “o maior bandido do sistema financeiro da história do Brasil” e declarando-se decepcionado com o senador.
Já o pré-candidato do PSD, Ronaldo Caiado, adotou tom mais cauteloso, mas disse que as explicações de Flávio “não foram convincentes” e que sua postura em audiência nos EUA sobre tarifas do governo Trump foi “inaceitável”. Caiado reforçou que, diante do atual cenário, votos em Flávio favorecem Lula.
O pré-candidato do Missão, Renan Santos, líder do MBL, foi ainda mais incisivo: chamou Flávio de “criminoso” e afirmou que os escândalos envolvendo o senador tornam impossível sua vitória contra Lula em um eventual segundo turno.
As declarações mostram um movimento de desgaste dentro do próprio campo da direita, com críticas abertas à candidatura de Flávio Bolsonaro e avaliações de que sua permanência na disputa pode fortalecer a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva.
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